FELIZ NATAL!

05/12/2008

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NATAL UNIVERSAL

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(Pena, gente! Nosso “toca-fitas” virtual, com uma seleção especial de canções de Natal, foi embora com o Papai Noel… Quem viu, adorou, quem não viu,  fica pra próxima!)

 Quem criou o primeiro presépio?

 O presépio é a representação do local do nascimento de Cristo com as figuras do Menino Deus, de José, Maria, animais, pastores e magos.  O primeiro presépio foi feito em 1223, por São Francisco de Assis, nas redondezas de Greccio, Itália. Dizem que passeando por uma floresta, encontrou um estábulo abandonado. No dia seguinte, trouxe uma estátua de criança, colocando-a sobre a palha. Os animais que acompanhavam o santo ficaram em volta da estátua. As pessoas da região foram ver o que estava acontecendo e entoaram cânticos natalinos.

Como São Francisco via que as igrejas ficavam desertas na noite de Natal, pediu ao Papa para fazer uma réplica da gruta de Belém nos templos. Autorizado, montou o primeiro presépio com figuras humanas verdadeiras. O costume se difundiu até chegar ao ponto de se reduzir seu tamanho e poder ser montado dentro das casas  A palavra “presépio” vem do latim e também significa estábulo, manjedoura.

O Anjo ocupa espaço na parte superior do presépio, presente na maioria deles. Representa o Anjo Gabriel, o anjo da Anunciação, que levou a mensagem do nascimento de Jesus à Maria.

 

 

Natal, uma festa pagã

  

O dia e o mês de nascimento de Jesus não constam do Novo Testamento. Apesar disso, desde o século II os cristãos celebravam o batismo de Cristo e a “manifestação” da sua divindade (termo que vem do grego Epiphaneia) em 6 de janeiro. Essa data, até hoje comemorada na Igreja Cristã Ortodoxa, correspondia a uma grande festa em homenagem a Hélios (na Grécia, Apolo), o deus Sol romano.

 Esse culto estava ligado ao período do solstício de inverno no Hemisfério Norte, quando os dias começavam a ficar mais curtos e as noites mais longas. A Igreja cristã primitiva, portanto, escolheu festejar o nascimento e o batismo de Cristo no mesmo momento dessa festa pagã. A festa era particularmente faustosa na Palestina, mas a própria Igreja romana, durante algum tempo, seguiu esse costume.

 Só no século IV, por iniciativa do Imperador Constantino, foi adotada oficialmente a data de 25 de dezembro, que em Roma correspondia à festa principal do culto ao deus Mitra (O Sol da Virtude) e, anteriormente, ao deus Saturno, divindade romana das semeaduras e das colheitas. Os festejos chamavam-se então Saturnálias, e se desenrolavam entre 17 e 24 de dezembro. Celebrava-se o levantar do Sol no horizonte, sob o mote latino Dies Natalis Solis Invicti (o nascimento do Sol Invencível). Esse alegre período festivo tinha características muito particulares: acontecia uma reviravolta na ordem social (os escravos se tornavam senhores de seus patrões), havia sacrifícios de animais e, às vezes, sacrifícios humanos. As Saturnálias se prolongaram no decorrer da Idade Média, particularmente na Festa dos Loucos (o dia dos Santos Inocentes), celebrada em 28 de dezembro.

 Em 306, Constantino instituiu o cristianismo como religião do Estado. Talvez um dos seus objetivos fosse unificar o culto solar pagão com o culto cristão celebrando em Cristo, o Sol Invencível, e se tornando “a Luz do Mundo”. Ou seja, minha pessoa querida, que está agora comigo lendo este texto: o imperador “cristianizou o paganismo”.

  Os romanos definiram ao redor de 25 de dezembro um período privilegiado: o “ciclo dos 12 dias”, compreendidos entre 25 de dezembro e 6 de janeiro, o “Dia de Reis”, em homenagem aos três reis magos. Os pontos fortes dessas celebrações eram a Noite de Natal e o Dia de Reis. A primeira englobava uma vigília noturna e três missas sucessivas, a noturna, a do amanhecer e a diurna. A segunda se inspirava diretamente nos festejos pagãos, com o uso de fantasias, fogos e luzes, distribuição de presentes, jogos, torneios, etc.

 

 Qual a mensagem da árvore de Natal?

 

   

Signo representante por excelência do Natal, a árvore decorada é um costume cristão que associa dois símbolos religiosos: a luz e a vida. É preciso mergulhar na Idade Média para descobrir o seu sentido. Desde o século 11, um dos mistérios – espetáculos ritualísticos montados nos adros das igrejas no período de Natal – era a representação da árvore do Paraíso e a tentação de Adão e Eva.

 

 

O pinheiro representa a árvore do Paraíso

 

Nesses tempos, a árvore utilizada era um pinheiro decorado com maçãs vermelhas. Quando esses espetáculos foram proibidos pela Igreja – que os julgava excessivamente licenciosos -, a árvore de Natal permaneceu no interior dos lares como um símbolo da festa de Natal. Sua folhagem sempre verde reforçava o simbolismo da árvore da vida. O curioso é que esse culto da árvore pode ser encontrado em numerosas culturas e civilizações, mesmo as não-cristãs. Já durante as Saturnálias romanas, costumava-se decorar as casas com ramos de azevinho, de hera e de pinheiro. Na Escandinávia, a cada Natal se plantava um pinheiro diante da casa.

O costume da árvore de Natal, como as que montamos hoje, surgiu na Alsácia, França no século 15. Os pinheiros passaram a ser decorados com maçãs vermelhas, laços e flores. Na Alemanha, dois séculos depois, recebram velas e lamparinas. A primeira árvore de Natal de grande porte foi montada em Paris em 1837, por iniciativa da nora do rei Luís Felipe, a princesa Helena de Mecklenburg-Schwerin. Em 1912, em Boston, Estados Unidos, lançou-se nopaís a moda das grandes árvores iluminadas em praça pública.

 

 

Presentes e mais presentes

 

Do mesmo modo que os três reis magos levaram presentes ao menino Jesus, repetimos simbolicamente esse mesmo ritual. Penso que sempre deveríamos presentear alguém que estivesse com um propósito pessoal de renascimento, nascimento ou mudança de vida… Não é bacana pensar assim? Desta forma, todas as vezes que “nascermos para alguma coisa”, ganharíamos presentes!

 Desde a mais remota antiguidade, o solstício de inverno no Hemisfério Norte era ocasião para a troca de presentes. Em Roma, eles eram oferecidos em homenagem à deusa Strenia, uma divindade benfazeja. Nos países nórdicos, era o deus Odin que, montado numa nuvem, derramava presentes para as crianças,

 Na era cristã, São Nicolau, bispo de Mira (atual Turquia) no século 4, foi encarregado de distribuir os presentes. O culto a esse santo, muito difundido no Mediterrâneo oriental, se desenvolveu ainda mais após a transferência do seu corpo para a cidade de Bari, no Sul da Itália, no século 9.

 Na Itália, sobretudo em Roma e na península, a antiga tradição pagã dos presentes mais se conservou. Nesses lugares, no dia 6 de janeiro, quem os entrega é a Befana, uma simpática feiticeira que para viajar não usa trenó, mas sim uma simples vassoura.

 Feliz Natal! Boas Festas!

São os votos de…

 

Ptah Comunicação

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